A cultura da nova gestão em tempos de crise

A atual situação econômica do Brasil é de estagnação. As discussões e análises sobre a crise econômica já não são mais apenas uma hipótese e, sim, parte integrante da agenda em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora dele. As despesas só aumentam a cada dia em decorrência da inflação, da desvalorização da nossa moeda, dentre outros fatores político-econômicos não menos importantes. Mas calma lá, pode existir uma luz no fim do túnel: Os cenários de crise são as melhores oportunidades para se aprender e verdadeiramente se reinventar. E para que isso aconteça, uma mudança de mindset é primordial. Listamos aqui alguns das questões que podem alicerçar esta jornada de transformação:

Abaixo ao ego

A cultura empresarial exerce grande influência na governabilidade das empresas e no gerenciamento dos times envolvidos em um projeto. O contexto hierárquico tradicional é bastante comum, com os colaboradores apenas absorvendo as ordens que vem do topo. Mas, cada vez mais, os lideres precisarão encontrar uma abordagem mais produtiva e positiva, livres das obsessões de ego, para promover o desenvolvimento de ideias e a construção de um time e, principalmente, de um ambiente mais forte.

Enquanto os líderes estiverem “presos” pelo seu ego, as ideias mais promissoras, os planos e as iniciativas mais legais serão sempre subprodutos de egos envaidecidos, afetando significativamente a performance e o resultado final de seus projetos e de suas realizações. A organização hierárquica precisa ser redesenhada, longe dos arquétipos tradicionais, para que se possa criar ambientes de compartilhamento de ideias e objetivos, com as pessoas cada vez mais empoderadas de sua capacidade, de seus papeis e de suas responsabilidades. Os gestores do novo tempo adotarão um modelo de gestão cada vez mais ágil, e de “portas abertas”, permitindo aos colaboradores que ofereçam opiniões e formas de trabalhar diferentes, livres das “caixinhas” engessadas dos organogramas tradicionais.

A abordagem em relação ao lado humano ganha cada vez mais espaço. E acredite, pode fazer um tremenda diferença. É preciso encontrar um caminho que evidencie claramente como propósito central o abandono gradual dos apegos, e que estimule o interesse das pessoas pelos demais, permitindo uma interação mais verdadeira e transformadora com o mundo. O desafio aqui, mais uma vez, é vencer o medo e o controle excessivo, para efetivamente pensar grande, com mais fluidez e com mais qualidade.

Se não pode medir, não faça

Palavras e discursos não ajudam, por si só, a mudar uma realidade. O que realmente transforma são as ações que podem ser medidas e quantificadas. O acompanhamento e a análise dos dados se torna absolutamente fundamental para que haja uma maior assertividade na tomada de decisões. O cruzamento de dados entre projetos, por exemplo, permite aos gestores a identificação de melhores práticas na gestão, seja no mapeamento dos pontos falhos que se repetem ao longo do tempo ou no aumento significativo nas taxas de sucessos em decorrência de determinadas ações. Nos dias de hoje, o recado é simples e direto: se não se pode medir, não perca seu tempo. Simplesmente não faça.

Conecte-se com as pessoas

Uma empresa terá mais chances de sucesso se estiver bem conectada com o que motiva o seu cliente. Um dos maiores pecados de um líder, principalmente na condução de seus projetos, é não se atentar a importância de uma boa comunicação com o seu cliente e com a sua equipe. Muito mais importante que um cronograma, é o fato de se estabelecer uma relação de confiança e de credibilidade entre todos. Parte importante no processo de construção desse ativo está relacionado à humildade – a melhor maneira de se consertar um problema é ter a franqueza e a hombridade de reconhecer o erro e procurar resolvê-lo o quanto antes. Ao mesmo tempo os acertos e o alcance das metas devem sere comemorados e compartilhados. Momentos assim mantêm a motivação do time, e fortalecem a relação.

Descomplique e compartilhe

Empresas como um modelo de gestão mais rígido e acomodada passam a ter menos chances de sucesso e, até mesmo, de sobrevivência em épocas de crise como agora. O planejamento deve ser sempre implementado e comunicado a todos os níveis da empresa e as pessoas precisam sentir o comprometimento da gestão e do time do qual faz parte.

Com a crise, nascem novas necessidades, seja por experiência, flexibilidade ou facilidade em lidar com as mudanças. Enfrentar os desafios como automotivação, foco e estratégia podem ser o grande segredo para adaptar-se mais facilmente às mudanças e, ao mesmo tempo, se preparar melhor para novas oportunidades. E aí, você já está pronto para adaptar-se?

** texto por Vinicius Debian, publicado no site corporativo da 3mw Real Time Company e em outras midias digitais.

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