Você sabe o que é Quayside e o quão longe Betim (ou a sua cidade) está longe disso?

A chegada do homem a Lua não significou apenas um grande avanço nas expedições espaciais, mas foi responsável também por incríveis avanços tecnológicos. Com o intuito de viabilizar os passos de Neil Armstrong e Buzz Aldrin na superfície lunar, os engenheiros da NASA tiveram que “correr atrás” para diminuir significativamente o peso e o tamanho de toda as parafernálias que compunham a espaçonave.  E todos esses esforços também foram necessários em relação aos componentes eletrônicos, é claro!

Assim, o desenvolvimento na área espacial motivou as indústrias a criarem unidades computacionais cada vez menores e mais eficientes, impactando praticamente todos os segmentos das nossas vidas, da comunicação à saúde. 

E o avanço da tecnologia tem promovido muitas mudanças exponenciais, e que já começam a moldar o nosso futuro (ou será o nosso presente?). Toda esta revolução exponencial, impulsionada pela enorme capacidade de se coletar e processar dados de uma maneira cada vez mais eficiente, pode estar chegando definitivamente as cidades. 

E como não poderia deixar de ser, a dona do Google, a Alphabet, já esta investido pesado: Estão construindo dentro de Toronto, no Canadá, um cidade do futuro que tem como intuito servir de referência para as “smart cities” – E ninguém melhor do esta ‘turma’ que sabe que o uso inteligente dos dados pode nortear de uma maneira bem eficiente o atendimento dos anseios e necessidades de uma população. Em geral, os dados não mentem, e podem ajudar – e muito – no acerto das mais variadas iniciativas. 

As maquetes de Quayside (este é o nome escolhido para este protótipo) já foram apresentadas ao mundo, e mostram como irá funcionar o novo bairro: extremamente conectado, com ruas que se adequam ao fluxo dos carros e pedestres. As construções, todas modulares, poderão ser adaptadas para diferentes usos, conforme a necessidade. Incrível, não?

Mas e aí, o quão longe estamos desta realidade? 

Existem hoje, vários pontos de vista em relação as “smart cities”. A quem defenda que uma cidade inteligente, só com o uso de tecnologias disruptivas, não representaria por si só um sucesso neste tipo de iniciativa – que é focada em reimaginar os espaços urbanos em que vivemos. Não podemos nos esquecer (nunca!) que as cidades são feitas de pessoas. E para as pessoas. 

Este é uma premissa que não pode ser esquecida, ou deixada de lado – o entendimento de todo o entorno, e do lugar onde vivemos (e como interagimos com este meio) não deve nunca ser relativizado. Só através deste entendimento, é que podemos pensar em como a tecnologia poderia facilitar ou melhorar a vida de seus moradores. 

E é aí que esbaramos novamente com o conceito da co-criação: Não seria lindo estimularmos o pensamento de um modelo que pudesse integrar o desenvolvimento tecnológico à comunidade?

A construção de um espaço urbano inteligente, em seu estado da arte, se dá quando as lideranças locais se se unem as autoridades publicas e as empresas para pensarem, juntos, as necessidades e as características de uma região. O exemplo de Quayside não deixa de ser alinhado a este preceito: o bairro high-tech está sendo desenvolvido em parceria com a Waterfront Toronto, entidade formada por autoridades municipais, estaduais e federais canadenses.

Uma cidade inteligente precisa ser inclusiva, fazendo o melhor uso da tecnologia para aprimorar a prestação dos serviços públicos. Envolver e engajar a comunidade parece ser o início de tudo.

E Betim? 

A cidade ainda não se parece com a dos Jetsons, mas um primeiro passo rumo ao futuro já pode ser considerado como dado. A chegada do capítulo da SingularityU em Betim, tem como objetivo provocar estas reflexões junto a estes atores principais – autoridades, empresas e sociedade. 

Se ainda estamos longe túneis subterrâneos e ruas auto ajustáveis, podemos estar mais próximos de um caminho mais integrado, como uma mudança de mentalidade nas diferentes esferas. 

O capítulo abordará também este tema em seu programa, com a expectativa de unir todos em torno da discussão de uma cidade melhor – não só no futuro, mas agora. Um primeiro passo precisa ser dado, e unir forças em torno de um assunto pode ser crucial para o sucesso de qualquer jornada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *